Brasil

Publicada em 19/04/17 as 07:41h - 206 visualizações
Consumo da carne se mantém, mas arroba do boi despenca em Mato Grosso
Laís Costa Marques, repórter Acrimat

radiosantiagodonorte.com.br


Consumo de carne em Mato Grosso não oscilou no último mês  (Foto: )
O preço da arroba do boi caiu 4,6% nos últimos 30 dias e comparando abril do passado com abril deste ano, a queda é de 10,6%, passando de R$ 136,8 para R$ 122,27, de acordo com índice do Centro de Estudos Avançados de Economia Aplicada (Cepea) para Cuiabá. A queda, porém, não decorre da demanda. Diferente do que era esperado, o consumo de carne em Mato Grosso não oscilou no último mês, mantendo o preço médio do quilograma estabilizado em R$ 21,10, com pequena variação de 0,4% entre março e abril, e as exportações registraram aumento de 8,4% nos embarques na comparação entre março de 2016 e de 2017.

A desvalorização da arroba do boi gordo é consequência da paralisação de sete plantas frigoríficas no Estado. Estão suspensos os abates nas unidades do JBS em Juína, Alta Floresta, Pedra Preta e Diamantino, do Marfrig em Tangará da Serra, do Minerva em Várzea Grande e do Frialto de Matupá.

Todas essas empresas alegaram que com Operação Carne Fraca, desencadeada pela Polícia Federal no dia 17 de março, e o fechamento temporário de alguns mercados externos, a indústria precisou readequar seus estoques e, por isso, concedeu férias coletivas. A decisão dos frigoríficos é vista pelo setor produtivo como uma estratégia de mercado para manipulação de preços.

O diretor-executivo da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, explica que esta manobra fica mais evidente ao comparar o movimento dos preços no campo com o varejo. "Mais uma vez, o pecuarista paga sozinho a conta e o consumidor final não sente os reflexos efetivos da queda no preço da arroba. A demanda interna se manteve e as exportações em março não foram prejudicadas com as oscilações de mercado. Mesmo assim, a arroba caiu mais de 10%".

O proprietário da casa de carnes Martins, em Cuiabá, João Batista Mendes Fortes, afirma que o consumo de carne aumentou 20% nos últimos 30 dias, o que considera uma raridade devido à Quaresma. "Geralmente o consumo cai neste período do ano, mas aqui as vendas cresceram. Acredito que o consumidor está preferindo comprar carne fresca a carne processada ou embalada".

Para o pecuarista, os números do mercado não batem com o valor oferecido pelo seu produto. Raphael Nogueira, de Castanheira, explica que na região os pecuaristas possuem poucas opções para venda e com a paralisação dos abates em Juína a situação se agravou ainda mais. "Hoje a melhor opção é Tangará da Serra e com isso o preço caiu bastante. A arroba do boi aqui já está R$ 121, R$ 4 a menos do que estavam pagando no começo dessa crise".

Fonte: Gazeta Digital.



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