Brasil

Publicada em 08/11/16 às 21:44h - 303 visualizações
Gol vai pagar R$ 4 milhões a índios de MT por acidente com voo 1907
Empresa aérea firmou acordo extrajudicial com indígenas para indenização. Índios alegam que área se tornou casa de espíritos após a queda do avião.

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Índios alegam que foram prejudicados com a queda do avião na terra indígena  (Foto: Reprodução/ TV Globo)

A Gol Linhas Aéreas entrou em acordo com os índios da etnia Kayapó e se comprometeu a pagar R$ 4 milhões de indenização aos indígenas prejudicados com a queda do Boeing 1907 na terra indígena Capoto-Jarina, em Peixoto de Azevedo, a 692 km de Cuiabá. No acidente, em 2006, 154 pessoas morreram. Em nota, a Gol informou que não irá comentar o assunto.

O acordo extrajudicial foi firmado em uma reunião, em Brasília, selado com os demais indígenas, na aldeia, no dia 29 de outubro, e divulgado nesta terça-feira (8) pelo Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso. A companhia aérea se dispôs a pagar o dinheiro ao Instituto Raoni.

O instituto é presidido pelo cacique Raoni Metuktire, uma das maiores lideranças do povo Mebêngôkre Kayapó. Consta na página oficial do Instituto Raoni, que a organização não possui fins lucrativos e que representa cerca de 2.300 indígenas, localizados na região do Xingu, entre os estados de Mato Grosso e Pará. O G1 tentou entrar em contato com o Instituto Raoni, mas não obteve êxito.

Foi montada uma comissão para debater os impactos ambientais e espirituais provocados pela queda do avião na terra indígena.Durante as negociações, mediadas pelo procurador da República Wilson Rocha Fernandes Assis, de Barra do Garças, as lideranças alegaram danos materiais e imaterais sofridos pelos indígenas. Diante das reivindicações dos índios, entre elas a retirada dos destroços do avião da área, o MPF abriu, em 2014, um inquérito civil público.

Em uma reunião realizada em junho deste ano, os advogados da empresa informaram que a retirada dos destroços era inviável em razão dos custos e da logística necessária, bem como pelos danos ambientais que seriam causados com esse trabalho.

Desse modo, os indígenas propuseram uma indenização de R$ 4 milhões a ser destinada ao Instituto Raoni a fim de que fossem empregados em favor da comunidade indígena e "pela luta dos povos indígenas".

Segundo o procurador, não houve contraproposta por parte da Gol. "A empresa entendeu que apenas a comunidade poderia valorar o dano que eles sofreram", disse Rocha.

Ao fim dessa reunião, o procurador de Barra do Garças solicitou uma perícia antropológica dos danos causados ao povo Kayapó em decorrência da queda da aeronave e a análise sobre a inviabilização do uso de cerca de 1200 km² da Terra Indígena Capoto-Jarina, já que, após o acidente, o local se tornou, segundo a cosmologia indígena, um "mekaron nhyrunkwa", uma casa dos espíritos, onde é vedada a caça, pesca, roça ou a construção de aldeia.




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